Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

Primaries

Politics in the twenty-first century is very demanding. Probably more demanding than in any other time in history. Due to the democratization of education, the possibilities of traveling and the globalization of information, European citizens are today better educated, informed and sophisticated. This allowed society to raise their level of political awareness and to develop high expectations from Political Parties.

Political actors are aware of this phenomenon. After all it was due to the implementation of a series of public policies in the area of education, to the creation of a knowledge-oriented society and to the increasing of European integration, that contemporary society developed new tools of interpretation and World Politics. But curiously, and just at the moment when we are witnessing a peak of participation of civil society in all forms of political activism - physical and digital -, the parties still turn their backs to the new society they helped create, not innovating nor creating new protagonist, preferring instead to isolate their internal structures to the processes of modernization and maintain obscure forms of selection and recruitment of political, too linked to intrigues and games of influences that dominate the dynamics of internal party democracy.

Maybe that's why we have witnessed in recent years (especially after understanding that part of the justification of the Obama phenomenon derived from the energy it had received during the primary elections of 2008), to various attempts to bridge this gap, notably by introducing primary systems to select political candidates. The Italian left already recruit their candidates this way, the PSOE is developing an interesting process of primaries to choose their candidate to the presidency of the Community of Madrid, and also within the European Socialist Party a debate is been organize to promote primary elections to choose the candidate for the presidency of the European Commission in 2014.

So, until when are we to wait for the transposition of this debate to Portuguese political society? After all, Portugal lives in one of the most closed and immobilized party system in Europe, dominated on the left and the right by central directories afraid of any genuine openness to civil society. The feeble attempts to modernization Portuguese parties have failed for lack of authenticity and persistence, but despite the resistance of party machines, I think it is inevitable that sooner or later, the promotion of more inclusive and transparent ways of participation in party life will be the standard followed by the main Portuguese political parties, meaning, no doubt, a significant qualitative leap in the quality of Portuguese democracy.

 

 

publicado por politicadevinil às 13:03
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Primárias.

A política do século XXI é muito exigente. Provavelmente, mais exigente do que em qualquer outro momento da história. Devido à democratização do ensino, às possibilidades de viajar e à globalização da informação; os cidadãos europeus estão hoje melhor educados, informados e sofisticados. Isso permite que o nível de consciencialização política seja elevado e que as expectativas seja altamente exigentes, em particular dos Partidos Políticos.

Os actores políticos têm noção deste fenómeno. Afinal foi devido à implementação de uma série de políticas públicas na área da educação, à criação de uma sociedade virada para o conhecimento e ao aumento da integração europeia, que foi possível capacitar a sociedade contemporânea com novas ferramentas de interpretação do Mundo e da Politica. Mas, curiosamente, e justo no momento em que se assiste a este pico de participação da sociedade civil – visível no aumento do activismo político, físico e digital -, os Partidos continuam de costas voltadas para a nova sociedade que ajudaram a criar, não apostando nem na inovação nem na criação de novos protagonista; preferindo antes isolar as suas estruturas aos processos de modernização contemporâneos e manter obscuras as formas de selecção e recrutamento de pessoal politico, ainda demasiado ligados às tricas e jogos de influências que dominam as dinâmicas da democracia interna dos partidos.

Talvez por isso temos assistido, nos últimos anos (e especialmente após a verificação que parte da justificação do fenómeno Obama derivava da energia que este havia recebido durante as eleições primárias de 2008), a várias tentativas de colmatar este afastamento, nomeadamente introduzindo sistemas de ‘primárias’ para a selecção dos seus candidatos. A esquerda italiana já recruta os seus candidatos dessa forma, no PSOE decorre um interessantíssimo processo de primárias para a escolha do seu candidato/a à presidência da Comunidade de Madrid, e também no seio do Partido Socialista Europeu decorre um debate para que se organizem eleições primárias para a selecção do seu candidato à presidência da Comissão Europeia em 2014.

Para quando a transposição deste debate para a realidade portuguesa? Afinal, vivemos num dos sistemas partidários mais fechados e imobilistas da Europa; dominados, à esquerda e à direita, por directórios centralistas receosos de toda e qualquer verdadeira abertura à sociedade civil. As fracas tentativas e modernização dos Partidos portugueses tem falhado por falta de genuinidade e de persistência; mas, apesar da resistência das máquinas partidárias, julgo ser inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a promoção de formas mais inclusivas e transparentes de participação na vida partidária sejam a norma seguida pelos principais Partidos políticos portugueses, o que significará, sem dúvida, um significativo salto qualitativo na qualidade da democracia portuguesa.

 

publicado por politicadevinil às 13:02
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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010

Crisis and Ideology

In the early 30 Europe - and the world - went through a financial and economic crisis of immeasurable dimensions.

What had begun in New York, an innocent Tuesday of October 1929, had spread rapidly in industrialized economies and tearing political systems in their way, causing mass unemployment, hyper-inflation (in some countries) and intense social and political upheaval.

It was understood that the basis of the capitalist system was behind this crisis, and people sought solutions to two new types of political regime, emerging in the 20’s: communism and fascism, especially the latter. The attraction of Fascism happened - also – because of its ability to respond to the crisis and, while providing a formula for stable government, of authoritarian character, to guarantee a degree of social peace (this in a time when many democratic governments were accused of not providing stability in government and where still supporting the capitalist model that had originated the "debacle of '29). This scenario interested many political scientists who were delighted with the division in the Old Continent between liberal democracies and authoritarian regimes.

Of course the big question was which political and ideological model could better resolve the international world crisis, and much of the subsequent discussion involved the definition of the state's role in economics, regulation of financial markets and the scope of the power of governments. It was an intense conflict, initially dominated by the fascist paradigm, and the effective democratic response only came after the election of Roosevelt in 1932, and the application of his "New Deal" (curiously, a program that many accused of being a socialist and statist).

80 years ago the struggle for the end of the crisis had clear ideological beacons. The pillars of the liberal model had been tattered and its hegemony was threatened by an authoritarian set of new proposals. The solution to the solvency of the capitalist model was opening the door to state intervention and a series of public policies inspired by social democrats (in the European sense of the term).

Today we live in a world post-liberal hegemony and we live in a new world crisis created by blind application of a set of neo-liberal policies. It doesn’t help to feel strange, then, that the solutions for our crises are been drawn almost exclusively from the liberal books. Until when? Do we have to see a new fascist threat (already existing in some countries of our Europe) to challenge again the liberal hegemony? Even more when we know that there are proposals of the socialist family ready to be put into practice, as a better and more effective regulation of international financial markets.

We know that 2010 is far from 1930, but we seem to have learned little from history. We need more policies of progressive inspiration to get out of the crisis, not obsessions with fighting the 'deficit' and liberal austerity plans.

 

publicado por politicadevinil às 18:43
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Crise e Ideologia

No início dos anos 30 a Europa – e o Mundo – atravessavam uma crise económica e financeira de dimensões imensuráveis.

O que tinha começado em Nova Iorque, numa inocente terça-feira de Outubro de 1929, rapidamente se alastrara ao mundo industrializado arrastando economias e regimes; provocando desemprego em massa, hiper-inflação (em alguns países) e intensa convulsão social e política.

Entendia-se que estavam na base do sistema capitalista as razões da crise, e procuravam-se soluções em dois novos tipos de regime políticos, emergidos dos anos 20: o comunismo e o fascismo, em especial neste último. 
A atracção do Fascismo passava - também - pela sua capacidade de responder à crise e de, simultaneamente, proporcionar uma fórmula de governo estável, de cariz autoritário, que garantia uma certa pacificação social; numa altura em que muitos regimes democráticos eram acusados de não proporcionarem estabilidade governativa e de terem apoiado o modelo capitalista que tinha originado a ‘debacle' de 29. Este cenário interessou a muitos politólogos que se deliciavam com a divisão no Velho Continente entre democracias liberais e regimes autoritários.

Claro que a grande questão era saber que modelo político e ideológico poderia melhor resolver a crise, e muito do debate subsequente envolveu a definição do papel do Estado na Economia, a regulação dos mercados financeiros e o alcance do poder dos Governos. Foi uma contenda intensa, inicialmente dominada pelo paradigma fascista, e cuja resposta democrática eficaz foi dada após a eleição de Roosevelt em 1932, e a aplicação do seu "New Deal" (curiosamente um programa que muitos acusaram de ser socialista e estatista).

Há 80 anos debatia-se então o fim da crise com claras balizas ideológicas. Os pilares do modelo liberal haviam sido esfarrapados e a sua hegemonia era ameaçada por um conjunto de novas propostas autoritárias. A solução para a solvência do modelo capitalista foi abrir as portas à intervenção do Estado e a uma série de políticas públicas de inspiração social-democratas (no sentido europeu do termo).

Hoje vivemos num mundo hegemonicamente pós-liberal, com nova crise mundial criada pela aplicação de um conjunto de políticas neo-liberais. Neste cenário estranha, então, que as suas soluções sejam quase exclusivamente de desenho liberal. Até quando? Teremos de ver uma nova ameaça fascista (existente em alguns países da nossa Europa) para que seja novamente colocada em causa esta hegemonia? Ainda mais quando existem propostas da família socialista prontas a serem colocadas em prática, como uma melhor e mais eficaz regulação dos mercados financeiros internacionais.

Bem sabemos que 2010 está longe de 1930, mas parece que aprendemos pouco com a História. São necessárias mais políticas de inspiração progressista para sairmos da crise, e não obsessões com o combate ao ‘deficit' e planos de austeridade de matriz liberal.

 

publicado por politicadevinil às 18:16
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